A Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), liderada pelo antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane, denunciou alegados casos de assédio político contra membros e apoiantes da organização.
Venâncio Mondlane afirmou, em declarações a jornalistas no domingo, em Maputo, que um dos episódios mais recentes ocorreu na região de Xinavane, no distrito de Manhiça, cerca de 100 quilómetros a norte da capital moçambicana. Segundo o líder político, membros do seu partido foram detidos ilegalmente naquela localidade.
Vídeos que mostram um grupo de pessoas, incluindo uma idosa, a serem torturadas em Xinavane circularam amplamente nas redes sociais.
Mondlane referiu que os membros da Anamola têm sido vítimas de mortes, raptos, detenções arbitrárias e intimidações. O político classificou estes eventos como uma campanha organizada de assédio político, alegando que elementos da polícia e outras autoridades formais estão a ser utilizados para promover essas ações.
O líder da Anamola explicou que a repressão política contra os seus apoiantes tem sido sistemática desde 2024, durante manifestações de massa que visavam protestar contra o que consideram serem “resultados fraudulentos das eleições gerais”.
Mondlane considerou particularmente preocupante que estes alegados casos de assédio político ocorram num contexto de Diálogo Nacional Inclusivo, iniciativa que deveria simbolizar reconciliação, abertura política e pacificação social. O político afirmou que a violência e a intimidação contra membros e apoiantes da Anamola ocorrem quase diariamente em várias partes do país, criando um clima de medo e insegurança.
Segundo o líder da organização, estas ações não são isoladas, mas sim parte de um processo de silenciamento político e exclusão deliberada de forças consideradas inconvenientes para o sistema.
Fonte: Clubofmozambique Com



