Luanda – De acordo com os resultados do Inquérito sobre o Emprego em Angola (IEA) referente ao quarto trimestre de 2025, divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 6.973.261 pessoas encontravam-se empregadas no sector informal. Este valor representa 78,6% do total da população empregada, que ascende a 8.876.650 indivíduos.
O documento, apresentado por Adilson Muhongo, chefe de Domínio de Estatísticas Demográficas e Sociais do INE, indica que, dos empregos informais, 3.260.627 são homens e 3.712.634 são mulheres. A taxa de emprego informal foi mais elevada nas áreas rurais em comparação com as urbanas, com uma concentração significativa no grupo etário dos 15 aos 24 anos (94%), onde as mulheres são predominantes.
A população com emprego formal foi estimada em 1.903.389 pessoas. A população em idade activa (indivíduos com 15 ou mais anos) foi projectada em 22.424.975, dos quais 8.876.650 declararam ter trabalhado no período de referência, seja por conta de outrem, por conta própria, como estagiários ou em negócios familiares.
O inquérito revela ainda que 2.235.824 pessoas não exerciam qualquer actividade remunerada, mas estavam disponíveis para trabalhar e procuraram activamente emprego no período em referência ou nos 15 dias subsequentes. Por outro lado, 11.312.501 indivíduos em idade activa estavam fora da força de trabalho, não exercendo qualquer actividade remunerada, não estando disponíveis para trabalhar nem a procurar activamente emprego.
A taxa da força de trabalho foi estimada em 49,6%, sendo mais elevada nos homens (53,0%) do que nas mulheres (46,3%), com maior concentração no grupo etário dos 25 aos 34 anos. Esta taxa foi mais elevada nas áreas urbanas (61,9%) do que nas rurais (24,7%), indicando que a participação na força de trabalho nas zonas urbanas é aproximadamente duas vezes superior à das zonas rurais.
A população fora da força de trabalho foi estimada em 11.312.501 pessoas, sendo 5.093.023 homens (47,0%) e 6.219.478 mulheres (53,7%). A taxa da população fora da força de trabalho foi estimada em 50,4%, com valores mais elevados nas áreas rurais (75,3%) do que nas urbanas (38,1%). Os grupos etários com taxas mais elevadas são os jovens dos 15 aos 24 anos (68,3%) e os indivíduos com 65 ou mais anos de idade.
Segundo os resultados do IEA, mais de metade (54%) das pessoas com 15 anos ou mais não procuraram emprego e não manifestaram disponibilidade para trabalhar. Adicionalmente, 42% declararam não ter procurado emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar no período de referência ou nos 15 dias subsequentes.
Em relação à actividade económica principal, os dados indicam que a população empregada com 15 ou mais anos de idade trabalhou maioritariamente no comércio a grosso e a retalho (33,3%), seguido da agricultura, silvicultura e pesca (16,8%). A população empregada na indústria transformadora foi estimada em 425.444 pessoas, representando 4,8% da população empregada.
Os resultados do Inquérito sobre o Emprego em Angola referente ao quarto trimestre de 2025 incorporam uma nova metodologia, alinhada com as resoluções das 19ª, 20ª e 21ª Conferências Internacionais de Estatísticas do Trabalho (CIET), promovidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esta edição marca o início de uma nova série estatística, pelo que os dados apresentados não são directamente comparáveis com os produzidos segundo a metodologia anterior.
Fonte: Angola Press



