Isabel do Carmo, médica e ativista antifascista, participou nas revoltas estudantis de 1962 e fundou as Brigadas Revolucionárias em 1970 com Carlos Antunes. Durante o período da ditadura, adotou os nomes de Iva e Elisa na clandestinidade, onde viveu com a filha Bli, ainda bebé. Foi detida duas vezes antes do 25 de Abril, incluindo 10 dias em isolamento, e após a revolução esteve quatro anos em prisão preventiva, período durante o qual realizou uma greve de fome.
Nascida no Barreiro, Isabel do Carmo frequentou o Liceu de Setúbal e ingressou na Faculdade de Medicina de Lisboa aos 17 anos, onde se filiou no PCP. A sua atividade revolucionária incluiu a direção do semanário “Revolução” entre 1974 e 1977, publicação editada pelo Partido Revolucionário do Proletariado.
Em 2004, recebeu do Presidente Jorge Sampaio o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade, condecoração que reconhece contribuições para a democracia. Profissionalmente, especializou-se em endocrinologia, diabetes e nutrição, dirigiu a Ordem dos Médicos, fundou três sociedades científicas e coordenou estudos nacionais sobre obesidade.
Atualmente com 85 anos, Isabel do Carmo continua a escrever e a participar em debates públicos. A sua trajetória foi abordada num podcast com Bernardo Mendonça, onde discutiu temas como a resistência antifascista e os desafios contemporâneos da democracia.
Fonte: Sicnoticias Pt



