A atividade aérea dos Estados Unidos na Base das Lajes, localizada na ilha Terceira, nos Açores, tem registado um aumento significativo, conforme confirmado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português. Esta situação está coberta pelo tratado bilateral estabelecido entre Portugal e os Estados Unidos em 1951, não necessitando de autorização prévia por parte das autoridades portuguesas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou em Bruxelas que tem havido “uma utilização mais intensa da Base das Lajes nas últimas semanas” por parte de aeronaves norte-americanas. No entanto, sublinhou que esta atividade não viola as regras acordadas entre os dois países no âmbito do tratado de 1951.
Rangel esclareceu que o aumento da utilização da base “não precisa de ser autorizado, nem conhecido, por Portugal”, referindo que esta prática se mantém há mais de cinco décadas. O ministro destacou ainda que Portugal cumpre as suas obrigações no quadro da aliança com os Estados Unidos e da participação na NATO.
A Base das Lajes, situada no arquipélago dos Açores no Oceano Atlântico, tem funcionado historicamente como ponto de trânsito estratégico para as forças norte-americanas. O ministro reafirmou o compromisso de Portugal com soluções diplomáticas para tensões internacionais, incluindo as relacionadas com o programa nuclear do Irão.
Esta declaração surge num contexto em que a oposição de esquerda portuguesa solicitou esclarecimentos ao governo sobre o enquadramento legal do aumento de voos militares norte-americanos. Simultaneamente, os Estados Unidos têm reforçado a sua presença militar no Golfo, no que descrevem como o maior aumento desde a Guerra do Iraque em 2003.
Fonte: Clubofmozambique Com
