Fraudes volumétricas em bombas de combustível podem desviar aproximadamente 248 milhões de euros por ano em postos de gasolina no estado de São Paulo, segundo estimativas do Instituto Combustível Legal (ICL).
Equipamentos eletrónicos instalados nas placas das bombas de combustível podem reduzir, em média, 10% do volume entregue aos clientes. Considerando o preço médio da gasolina C em torno de 5,80 euros por litro na capital paulista, a perda direta seria de aproximadamente 29 euros a cada abastecimento de 50 litros.
O estudo estima que cerca de 216 estabelecimentos, equivalentes a 2,5% dos postos do estado de São Paulo, adotam práticas fraudulentas. Consequentemente, volumes na ordem de 119 mil litros diários deixariam de ser entregues aos consumidores.
Paralelamente às fraudes, os consumidores enfrentam variações nos preços dos combustíveis. Na última semana de janeiro, a Petrobras anunciou um corte de 5,2% no preço da gasolina vendida pelas suas refinarias, reduzindo o valor para 2,57 euros por litro, uma queda de 0,14 euros em relação ao preço anterior.
Esta medida é gradualmente implementada nas bombas. O preço do combustível para o consumidor já estava sob pressão desde o início do ano devido ao aumento de 0,10 euros por litro na alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que foi integralmente repassado ao consumidor.
Desde 2022, o ICMS é unificado no país e reajustado anualmente pelos estados. Em 2026, a alíquota subiu para 1,57 euros por litro, apesar da redução do preço da gasolina nas refinarias.
Fonte: Folha de S.Paulo
