Na segunda parte de uma entrevista, a médica e ativista antifascista Isabel do Carmo abordou diversos temas, incluindo observações sobre os resultados das últimas eleições. Referiu que, na sua perspetiva, uma parte significativa do eleitorado não apoiou formações políticas que considera radicais. A conversa incluiu reflexões sobre o combate ao regime anterior, as bases de apoio ao fascismo histórico e questões sobre o conceito de liberdade.
Isabel do Carmo também partilhou as suas motivações para manter atividade profissional aos 85 anos, mantendo o seu consultório aberto. Durante a entrevista, leu um excerto da sua obra “Puta de Prisão”, co-escrita com Fernanda Fráguas, que retrata experiências de prostitutas no sistema prisional, e um soneto de Florbela Espanca.
A entrevista, conduzida por José Fonseca Fernandes, abordou ainda temas como a possibilidade de utopias coletivas, estratégias de resiliência em períodos difíceis e a promoção de uma sociedade mais igualitária. Foram mencionadas referências culturais, incluindo obras literárias e composições musicais de artistas como Aldina Duarte, Teresa Salgueiro, Vitorino e Yves Montand.
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Fonte: Sicnoticias Pt
