O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, declarou esta segunda-feira, 23 de outubro, que o domínio efetivo do espaço marítimo constitui um fator determinante para a estabilização e pacificação da província de Cabo Delgado. A região tem sido afetada por ataques terroristas desde 2017.
O chefe de Estado fez estas declarações durante a cerimónia de patenteamento e tomada de posse de oficiais generais, oficiais comissários e oficiais superiores das Forças de Defesa e Segurança (FDS). Segundo Chapo, o controlo do mar é essencial para o sucesso da estratégia em curso, sublinhando o papel central da componente naval no atual contexto de segurança.
No âmbito do combate ao terrorismo no norte do país, o Presidente defendeu que a Marinha de Guerra deve assumir um papel decisivo na vigilância da costa de Cabo Delgado. Esta intervenção inclui o controlo das rotas marítimas, o apoio às operações conjuntas no terreno e o bloqueio das linhas de abastecimento logístico dos grupos terroristas.
Daniel Chapo frisou ainda que a componente naval tem responsabilidades acrescidas na garantia da segurança marítima e na preservação da soberania nacional. Esta exigência surge num contexto regional e internacional descrito como cada vez mais complexo, caracterizado por ameaças assimétricas, instabilidade geopolítica e criminalidade transfronteiriça.
Durante a cerimónia, o Presidente reconheceu o empenho das forças destacadas em Cabo Delgado, expressando reconhecimento e respeito por todos os militares que operam na província.
Na última sexta-feira, Daniel Chapo já tinha apelado às Forças de Defesa e Segurança para intensificarem o combate ao terrorismo, considerando esta ação condição essencial para o alcance da independência económica. O Presidente advertiu que a defesa do território nacional não se delega e é uma responsabilidade coletiva.
A província de Cabo Delgado, rica em recursos naturais como o gás, enfrenta ataques extremistas há oito anos. O primeiro registo ocorreu a 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia. Desde então, foram também registadas incursões nas províncias vizinhas de Niassa e de Nampula.
Fonte: Diarioeconomico Co Mz
