O Ministério das Finanças de Moçambique reconheceu que o país enfrenta pressões de liquidez no curto prazo, mas afirmou que as perspectivas económicas de médio prazo permanecem estruturalmente sólidas. As autoridades continuam a trabalhar num programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Num comunicado citado pela agência Lusa na sexta-feira, 20 de Fevereiro, o Ministério das Finanças indicou que Moçambique está a consolidar os fundamentos de uma economia moderna, diversificada e competitiva. Durante este processo de transformação, as autoridades reconhecem a existência de pressões de liquidez no curto prazo.
O Ministério tomou nota da publicação do relatório da última consulta do FMI ao país e das respectivas conclusões. Segundo o documento, as pressões na tesouraria resultam das necessidades de desenvolvimento prementes, da redução do apoio externo e de uma série sem precedentes de choques exógenos.
Apesar destes desafios, o Ministério sublinha que as perspectivas económicas de médio prazo mantêm-se sólidas. A recuperação gradual da economia reflecte as reformas fiscais e um conjunto de medidas de política destinadas a dinamizar o sector produtivo.
Conforme destacado pelo FMI, os projectos de gás natural liquefeito (GNL), incluindo a retoma do megaprojecto da TotalEnergies em Cabo Delgado, deverão gerar receitas substanciais a partir de 2030. Estes projectos funcionarão como catalisadores para cadeias de valor integradas e plataformas industriais centrais à transformação económica do país.
Na reacção ao relatório do FMI, o Ministério das Finanças confirmou que a estabilidade macroeconómica poderá ser assegurada através de um programa de reformas direccionado e alinhado com as prioridades nacionais. Este programa inclui uma gestão proactiva da dívida pública para reforçar a posição fiscal, reduzir os riscos de refinanciamento e minimizar os custos do serviço da dívida, libertando recursos para o desenvolvimento social e para a transformação estrutural da economia.
O Executivo moçambicano insiste na necessidade de um novo programa apoiado pelo FMI para ancorar o pacote de reformas, catalisar financiamento de parceiros e proteger as populações mais vulneráveis. As reformas estruturais visam desbloquear o potencial de crescimento de longo prazo de Moçambique e consolidar quadros prudentes de gestão dos recursos públicos.
O Ministério das Finanças concluiu afirmando que permanece empenhado num diálogo construtivo com todas as partes interessadas, incluindo credores e parceiros de desenvolvimento, durante este processo de transformação económica.
Fonte: Diarioeconomico Co Mz



