O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, declarou que a competitividade do país não será afetada pelas tarifas globais de 10% impostas pelos Estados Unidos. As declarações foram proferidas durante um evento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em Nova Deli, na Índia, onde o ministro se encontra em visita oficial.
Haddad referiu que a competitividade brasileira já não era afetada anteriormente e que as tarifas prejudicam principalmente os consumidores norte-americanos, que consomem produtos brasileiros regularmente. O ministro sublinhou que o Brasil é demasiado grande para ser considerado um território secundário e que deve manter parcerias com todo o mundo.
As novas tarifas, aplicadas a 20 de setembro e em vigor a partir de 24 de setembro, foram uma resposta do presidente norte-americano Donald Trump a uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. A corte considerou ilegais as taxas impostas no início de 2025, argumentando que o presidente não pode impor tarifas abrangentes sem autorização explícita do Congresso.
Segundo Haddad, a instabilidade tarifária complica o cenário económico, mas o Brasil beneficia da ação diplomática. O ministro afirmou que, apesar das circunstâncias, o Brasil e a diplomacia brasileira têm respondido adequadamente aos desafios.
As novas tarifas impostas por Trump isentam vários produtos, incluindo carne bovina, tomate, laranja e minerais críticos. O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, principal negociador nas questões com os Estados Unidos, afirmou que as novas condições seriam benéficas. Setores como máquinas e equipamentos, motores, armas, têxteis e calçados, que anteriormente enfrentavam tarifas de 40%, registam agora uma redução para 10%.
Fonte: Folha de S.Paulo



