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Olho preguiçoso nas crianças: como detetar e tratar a tempo para salvar a visão

Olá! Sabias que há uma condição chamada ambliopia, mais conhecida como ‘olho preguiçoso’, que afeta até 5% das crianças? A Ana Vide Escada, que é coordenadora do Grupo Português de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, explica que isto acontece quando um dos olhos não desenvolve a visão como devia, não por um problema no próprio olho, mas porque o cérebro não está a processar bem a informação visual.

Basicamente, para a visão funcionar a 100%, o olho e o cérebro precisam de trabalhar em equipa desde cedo. Se isso não acontecer, pode resultar numa baixa de visão num dos olhos (raramente nos dois), e até afetar outras coisas como a perceção dos contornos. O pior é que muitas vezes não dá sinais óbvios, por isso os pais podem nem se aperceber.

A boa notícia é que, se for detetada cedo, a ambliopia pode ser completamente tratada! É mesmo crucial fazer um rastreio por volta dos 3 anos, com um oftalmologista especializado em crianças, ou participar no Rastreio de Saúde Visual e Infantil (RSVI) se estiver disponível na tua zona. Depois disso, é importante manter acompanhamento. Se deixares passar a oportunidade, depois dos 8 ou 10 anos fica muito mais difícil recuperar, e o olho preguiçoso pode ficar para a vida toda. E isso pode ter impacto na escola, no trabalho e até na condução mais tarde – na verdade, é a causa mais comum de baixa visão num só olho em adultos entre os 20 e os 70 anos.

As principais causas são ter uma diferença grande de graduação entre os olhos (anisometropia) ou estrabismo (quando os olhos não estão alinhados). Às vezes, é uma combinação das duas. Raramente, pode ser por cataratas congénitas, que tornam o olho opaco. O olho com mais problemas manda uma imagem má ao cérebro, que não consegue estimular as áreas certas.

Quanto ao tratamento, depende da idade, gravidade e causa. O clássico é usar óculos para corrigir a visão e depois estimular o olho preguiçoso, muitas vezes tapando o olho bom com um penso ou usando gotas. Se houver estrabismo, pode ser preciso cirurgia também. Hoje em dia, há até tratamentos mais modernos com realidade virtual, jogos e filmes que mostram imagens diferentes para cada olho. Em casos raros com opacidades, trata-se a causa específica.

Lembra-te: tratar a ambliopia é um esforço de equipa entre a criança, os pais e o médico. Por isso, se tens filhos pequenos, não descures a saúde visual deles – pode fazer toda a diferença no futuro!

Fonte: Sicnoticias Pt

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