Olha, o partido Podemos veio a público esta quarta-feira com uma posição bem clara sobre a saúde em Moçambique. Basicamente, a bancada parlamentar deles na Assembleia da República acha que o sector da saúde devia ser tratado como uma prioridade estratégica do Estado, e não como uma despesa secundária qualquer.
O Sebastião Avelino Mussanhane, que é o chefe da bancada, falou durante a abertura da III Sessão Ordinária da X Legislatura em Maputo e foi direto ao assunto. Ele disse que investir na saúde é garantir as bases do desenvolvimento do país – “Um país doente não produz, não aprende, não cresce”, foram as palavras dele. Faz sentido, não é?
O problema, segundo ele, é que os desequilíbrios orçamentais, juntamente com prioridades mal definidas e problemas de gestão, acabam por prejudicar áreas sensíveis como a saúde. E isso afeta diretamente o bem-estar das pessoas.
Mussanhane foi além das críticas e deu algumas sugestões práticas: defendeu maior transparência na gestão dos recursos públicos, auditorias regulares, combate à corrupção na compra de medicamentos e equipamentos, e políticas para valorizar os profissionais de saúde e evitar que saiam do sector.
Mas a saúde não foi o único tema. O deputado também falou sobre educação, considerando o arranque do ano lectivo como um momento importante. Para ele, a educação é um direito fundamental e um instrumento essencial para o desenvolvimento – não é só mais uma política qualquer.
E criticou uma decisão recente: a introdução do sistema de três turnos nas escolas, depois de terem eliminado o curso nocturno com a justificação de implementar ensino à distância. Segundo ele, falta coerência nessas decisões.
De passagem, Mussanhane ainda elogiou o trabalho do Parlamento durante as cheias e inundações que afetaram várias regiões do país, e reconheceu o esforço da Presidente da Assembleia da República em fazer da instituição um espaço de diálogo democrático.
A informação foi divulgada pelo Gabinete de Imprensa da Assembleia da República.
Fonte: Mznews Co Mz



