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Moody’s Mantém Classificação B1 Para Tanzânia Com Perspectiva Estável

A agência de classificação de risco Moody’s Ratings confirmou, na sexta-feira, 20 de setembro, a manutenção da notação B1 para a Tanzânia, tanto em moeda local como estrangeira, com perspectiva estável. A decisão reflecte a estrutura institucional fraca e os baixos rendimentos do país, compensados por um forte crescimento económico e resiliência a choques externos.

Os riscos políticos aumentaram após as eleições de 2025 e os incidentes de violência associados, embora a estabilidade tenha sido restaurada posteriormente. Os riscos sociais, decorrentes dos baixos rendimentos e do rápido crescimento populacional, podem contribuir para instabilidade futura, afectando potencialmente o investimento, as exportações e os resultados fiscais.

A dívida pública da Tanzânia situa-se em aproximadamente 50% do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo-se moderada, mas com tendência de aumento para financiar despesas em infra-estruturas e desenvolvimento social.

A economia tanzaniana deverá crescer pelo menos 6% no futuro, sustentada pelo aumento do investimento nos sectores da indústria transformadora, mineração e processamento, juntamente com a expansão contínua do turismo e dos serviços relacionados com transportes.

A eficácia da política económica reforçou-se através de reformas sucessivas, com as autoridades a combaterem a escassez de moeda estrangeira desde 2023, promovendo a utilização da moeda local e melhorando os mercados cambiais internos. O banco central tem mantido a inflação abaixo dos 5% desde 2018.

As receitas não provenientes de subvenções aumentaram de 13,7% do PIB no ano fiscal de 2020-21 para 15,9% do PIB em 2025-26, com projecções de ultrapassar 17% do PIB no ano fiscal corrente.

As melhorias na administração fiscal, digitalização e conformidade, bem como o aumento das receitas não fiscais, incluindo rendimentos de dividendos mais elevados após reformas de governação em empresas estatais, têm apoiado uma maior geração de receitas. Os custos com juros consomem actualmente 16% das receitas, num contexto de acesso mais restrito a empréstimos concessionais.

O limite máximo do país em moeda local mantém-se inalterado em Ba1, enquanto o limite máximo em moeda estrangeira permanece em Ba3. A diferença de três níveis entre o limite máximo em moeda local e a classificação soberana reflecte a elevada influência do Governo na economia, os desequilíbrios externos moderados e o risco político e geopolítico, contrastando com fontes de receita governamentais diversificadas e um histórico crescente de previsibilidade política.

Fonte: Diarioeconomico Co Mz

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