O Governo de Moçambique anunciou, na sexta-feira, 20 de Fevereiro, que mais de 70 mil jovens poderão beneficiar este ano de subvenções para iniciativas de auto-emprego, no âmbito das políticas públicas de promoção do empreendedorismo juvenil. A informação foi divulgada pela Agência de Informação de Moçambique.
O anúncio foi feito em Maputo pelo ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, durante a 17.ª Sessão Plenária do Comité Intersectorial de Apoio ao Desenvolvimento dos Adolescentes e Jovens (CIADAJ). Segundo o governante, estão em curso os preparativos para o lançamento de concursos que permitirão o acesso aos fundos, com o processo a ser divulgado nas próximas semanas.
O financiamento integra um pacote mais amplo que inclui capacitação dos beneficiários. Para o efeito, o Executivo trabalha com o Banco Mundial num programa orçado em mais de 2 milhões de dólares, destinado a apoiar cerca de 60 mil jovens, combinando subvenções e formação em gestão de negócios.
No mesmo contexto, Caifadine Manasse destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), lançado em 2025. Apesar das dificuldades registadas nesse ano, o Governo avançou com projectos estruturantes, destinando pelo menos 60% dos recursos do fundo à juventude.
Paralelamente, o Fundo de Apoio a Iniciativas Juvenis beneficiou 160 jovens na cidade e província de Maputo, com entrega de cheques subvencionados na Matola, iniciativa que deverá ter continuidade este ano. O objectivo é que os jovens transformem os apoios recebidos em negócios sustentáveis, capazes de gerar rendimento e criar novos postos de trabalho.
Na sessão foi igualmente aprovado o relatório de execução das actividades de 2025 e o plano para 2026, documentos que serão submetidos à Assembleia da República antes de Março. Na abertura do encontro, a primeira-ministra, Benvinda Levi, reconheceu que 2025 foi um ano atípico, mas sublinhou que vários desafios foram superados com o apoio dos parceiros.
A governante enfatizou a importância da literacia financeira e da utilização de incubadoras como instrumentos de formação empresarial, defendendo que os projectos juvenis estejam alinhados com as potencialidades económicas de cada região, desde a agricultura à indústria e mineração. Para o Executivo, o reforço do empreendedorismo, da formação técnico-profissional e do desporto constitui um eixo central da política juvenil para 2026.
Fonte: Diarioeconomico Co Mz



