O ciclone Gezani, que recentemente atingiu a província de Inhambane, em Moçambique, provocou uma crise sanitária de proporções significativas, com mais de 53 mil pessoas a verem o seu acesso a assistência médica severamente comprometido. Esta situação crítica resulta da destruição de 25 unidades de saúde, incluindo hospitais e centros de saúde, em distritos como Jangamo, Morrumbene, Massinga, e nas cidades de Inhambane e Maxixe, conforme detalhado por Carlos Cossa, director provincial de Saúde, em declarações à Rádio Moçambique.
A análise dos danos revela que os impactos vão além da simples destruição de edifícios, afectando equipamentos médicos essenciais e stocks de medicamentos. Isto tem implicações profundas para a prestação de cuidados de saúde, dificultando consultas de rotina, tratamentos de doenças crónicas e campanhas de vacinação, o que pode agravar problemas de saúde pública a médio e longo prazo. Enquanto as autoridades procedem ao levantamento dos estragos, muitos pacientes são forçados a deslocar-se para unidades de saúde mais distantes, enfrentando viagens longas e onerosas, o que coloca em risco a continuidade dos tratamentos e aumenta a vulnerabilidade das comunidades afectadas.
Este evento destaca a fragilidade das infraestruturas de saúde em regiões propensas a desastres naturais, levantando questões sobre a resiliência do sistema sanitário moçambicano e a necessidade de investimentos em prevenção e resposta a emergências. A situação em Inhambane serve como um alerta para a importância de planos de contingência robustos que assegurem o acesso ininterrupto a cuidados médicos, especialmente em contextos de crise climática, onde fenómenos extremos como ciclones tendem a intensificar-se.
Fonte: Jornal Notícias



