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Angola Lança Emissão de Dívida de 100 Milhões de Dólares para Financiar Orçamento de 2026

O Ministério das Finanças de Angola anunciou esta terça-feira, 24 de fevereiro, a abertura de uma emissão de Obrigações do Tesouro em moeda estrangeira, no valor de até 100 milhões de dólares, destinada ao financiamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2026. Esta operação, que será realizada através do método de bookbuilding, apresenta duas maturidades distintas: cinco anos, com uma taxa de juro limite de 5%, e oito anos, com uma taxa de 7%, com cupões pagos semestralmente.

A emissão divide-se em dois leilões de 50 milhões de dólares cada, com vencimentos a 13 de julho de 2030 e 15 de junho de 2033, e visa captar recursos tanto em moeda estrangeira como em kwanzas. Esta iniciativa insere-se na estratégia do governo angolano para financiar o OGE de 2026, privilegiando a captação de financiamento interno, diversificando as fontes de financiamento e promovendo instrumentos financeiros que canalizem as poupanças dos agentes económicos.

A subscrição estará aberta entre 24 de fevereiro e 17 de março, com os investidores a poderem contactar instituições financeiras habilitadas a operar no mercado de valores mobiliários, incluindo bancos, sociedades distribuidoras e corretoras. A liquidação financeira será realizada em dois ciclos, previstos para 10 e 18 de março, enquanto a liquidação física dos títulos ocorrerá até quatro dias após essas datas.

O governo sublinha que esta emissão reafirma o compromisso com a prossecução dos objetivos económicos e sociais previstos no Orçamento Geral do Estado e com o desenvolvimento do mercado de capitais nacional, através da diversificação das fontes de financiamento. Segundo o Plano Anual de Endividamento 2026, o executivo angolano prevê captar cerca de 15,95 mil milhões de dólares, repartidos entre o mercado interno (7,54 mil milhões) e externo (8,41 mil milhões), com o objetivo de financiar o Orçamento e assegurar um nível de endividamento considerado sustentável.

Esta emissão de dívida representa um passo significativo na estratégia financeira de Angola, refletindo uma abordagem cautelosa face às pressões económicas globais e às necessidades internas de financiamento. Ao optar por uma emissão em moeda estrangeira, o governo angolano demonstra uma tentativa de atrair investidores internacionais, enquanto simultaneamente reforça o mercado interno de capitais. As taxas de juro oferecidas, embora moderadas, podem ser vistas como um indicador da confiança do governo na sua capacidade de gestão da dívida, num contexto de volatilidade económica global.

A diversificação das fontes de financiamento é crucial para Angola, que tem enfrentado desafios económicos derivados da dependência do petróleo e das flutuações nos preços das matérias-primas. Esta emissão pode ser interpretada como uma medida para reduzir a vulnerabilidade externa e fortalecer a resiliência financeira do país. No entanto, a captação de recursos em moeda estrangeira também implica riscos cambiais, que devem ser geridos com prudência para evitar pressões adicionais sobre a economia.

Em suma, a emissão de 100 milhões de dólares em Obrigações do Tesouro por parte de Angola é mais do que uma simples operação financeira; é um reflexo das estratégias macroeconómicas do país para equilibrar necessidades orçamentais com sustentabilidade fiscal, num ambiente global cada vez mais complexo.

Fonte: Diarioeconomico Co Mz

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