As autoridades angolanas anunciaram a reactivação do Sistema de Informação e Alerta Rápido para a Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), em resposta a dados preliminares que indicam irregularidades no regime de chuvas no início do ano agrícola 2025-26.
Um inquérito realizado pelo Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do Ministério da Agricultura e Florestas revela que apenas sete províncias, correspondendo a 33,3% do total, registaram chuvas consideradas normais até ao momento. Segundo o director-geral do GEPE, Anderson Jerónimo, oito províncias reportaram chuvas fracas e outras seis registaram escassez de precipitação, não havendo registo de excesso de chuvas em nenhuma região.
O mesmo levantamento indica que a actividade agrícola continua maioritariamente manual, representando 66% do total, enquanto apenas 6% é mecanizada. Cerca de 28% da produção recorre à tracção animal ou a pequenos instrumentos de trabalho.
No ano agrícola anterior, o milho manteve-se como principal cultura em termos de produção. Destacam-se como novidades o arroz, com cerca de 51,5 mil toneladas produzidas, e o girassol, com nove mil toneladas, resultado de investimento privado ligado ao sector da energia. Angola mantém-se auto-suficiente na produção de mandioca, batata-doce, banana, ananás, ovos e carne caprina.
Relativamente ao financiamento do sector, Anderson Jerónimo referiu que em 2025 a banca concedeu créditos no valor de 3,9 milhões de dólares, reconhecendo que há margem para crescimento neste aspecto. No segmento da pecuária, registou-se um crescimento de 7,3% na produção de carnes e de cerca de 5% na produção de ovos.
Fonte: Diarioeconomico Co Mz
