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Aston Martin anuncia redução de 20% da força laboral após prejuízo de 493 milhões de libras

A fabricante automóvel Aston Martin anunciou esta quarta-feira, 25 de março, que procederá a um corte de aproximadamente 20% dos seus colaboradores, equivalente a cerca de 600 postos de trabalho, na sequência de um aumento significativo do prejuízo líquido registado no último exercício.

A empresa, que emprega cerca de 3.000 trabalhadores, reportou um prejuízo líquido de 493,2 milhões de libras (aproximadamente 3,42 mil milhões de reais) no ano passado, representando um aumento de 52% face ao período homólogo de 2024.

O diretor-executivo do grupo, Adrian Hallmark, afirmou que o mercado global de automóveis de luxo enfrentou um dos anos mais turbulentos dos últimos tempos em 2025. Segundo a administração, a procura dos consumidores foi impactada pelo aumento das incertezas geopolíticas e por desafios macroeconómicos, com destaque para a introdução de tarifas elevadas nos Estados Unidos e na China.

As montadoras estão entre as empresas mais afetadas pelas medidas tarifárias implementadas pela administração norte-americana, que visam relocalizar a produção automóvel nos Estados Unidos. A Aston Martin limitou as importações para o mercado norte-americano em abril e maio, aguardando um acordo comercial entre os Estados Unidos e o Reino Unido.

A empresa retomou as exportações em junho, após a conclusão de um acordo que reduziu as tarifas sobre veículos exportados do Reino Unido de 27,5% para 10%, com um limite anual de 100.000 unidades.

A Aston Martin declarou que as perspetivas para a indústria automóvel “permanecem desafiadoras”, citando incertezas sobre o impacto económico de potenciais tarifas adicionais dos Estados Unidos, alterações nos impostos chineses sobre automóveis de ultraluxo e a dependência contínua de uma rede estável de fornecedores globais.

O grupo acrescentou que, embora a China continue a ser considerada um mercado com potencial de crescimento a longo prazo, a procura no país manteve-se extremamente fraca, uma tendência observada também noutras fabricantes de automóveis de luxo.

Fonte: Folha de S.Paulo

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