As remessas enviadas pelos emigrantes cabo-verdianos residentes em Portugal para o arquipélago atingiram um valor histórico de 52 milhões de euros em 2025, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal. Este montante representa um crescimento impressionante de 53% face ao ano anterior, constituindo o maior aumento anual registado na última década.
Analisando o contexto mais amplo, Portugal mantém-se como um dos principais destinos da diáspora cabo-verdiana, que conta com aproximadamente 1,5 milhões de indivíduos espalhados pelo mundo, contrastando com os cerca de 500 mil habitantes do arquipélago. Esta relação migratória estabelece um fluxo económico crucial, onde as remessas funcionam como um pilar fundamental da economia de Cabo Verde, sustentando inúmeras famílias e contribuindo significativamente para a estabilidade financeira do país.
Os dados do Banco de Portugal revelam uma tendência geral de crescimento ao longo da última década, com exceção de dois períodos de contração: 2016, com uma queda de 12%, e 2020, que registou um decréscimo de 5%, provavelmente influenciado pela pandemia de COVID-19. Para além do recorde de 2025, destacam-se os valores dos anos imediatamente anteriores: 34 milhões de euros em 2024 e 28,5 milhões de euros em 2023, indicando uma trajetória ascendente consistente.
No panorama migratório português, a comunidade cabo-verdiana ocupa a quinta posição entre as nacionalidades estrangeiras residentes, com 65.507 indivíduos, conforme o Relatório de Migrações e Asilo de 2024 da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA). Esta presença substancial reforça a importância das remessas como um elemento de ligação económica entre os dois países, com Portugal e os Estados Unidos a figurarem como as principais origens destes fluxos financeiros, segundo as estatísticas do banco central cabo-verdiano.
Fonte: Diarioeconomico Co Mz



