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Conflito na Ucrânia: Quatro Anos de Guerra e Negociações Sem Solução

Quatro anos após o início do conflito, a 24 de Fevereiro de 2022, o desfecho da guerra permanece incerto, com negociações trilaterais em curso que ainda não resultaram em avanços significativos no terreno ou na resolução do impasse entre as partes.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem questionado repetidamente a disponibilidade do seu homólogo russo, Vladimir Putin, para aceitar um cessar-fogo. Após a última reunião na Suíça, Zelensky referiu que o grupo de trabalho que discute o modelo militar de uma eventual trégua registou mais progressos do que o grupo responsável pelo enquadramento político.

Paralelamente, Zelensky procura evitar tensões com os Estados Unidos da América, após o ex-presidente Donald Trump ter afirmado que pretende fechar um acordo até Junho, antes das eleições intercalares norte-americanas de Novembro. Trump alertou que o homólogo ucraniano deve agir rapidamente para não perder “uma grande oportunidade”.

Como antecedente do relançamento do processo de paz, Trump recebeu Putin em Agosto no Alasca, seguindo-se uma intensa jornada diplomática promovida pelo enviado norte-americano Steve Witkoff e pelo genro de Trump, Jared Kushner, que culminou no actual formato das negociações trilaterais.

Embora a maior parte do conteúdo da cimeira no Alasca não tenha sido divulgada, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, referiu um suposto retrocesso em relação a uma proposta que Moscovo estaria disposta a aceitar.

O plano original da Casa Branca, com 28 pontos, previa a entrega da região do Donbass em troca de garantias de segurança ocidentais para prevenir uma nova agressão russa. Este plano foi posteriormente revisto e reduzido por Kiev, em conjunto com os principais aliados europeus, que se opuseram à proposta inicial, interpretando-a como uma capitulação às exigências russas.

Após quatro anos de conflito, que já provocou centenas de milhares de baixas em ambos os países, a Rússia continua a invocar as “causas profundas” para justificar a invasão militar, referindo-se ao alargamento da NATO para perto das suas fronteiras e a um alegado sentimento russófobo na Ucrânia. Em 2022, Moscovo afirmou que a Ucrânia necessitava de “desnazificação”, o que implicaria uma mudança de regime.

Fonte: Jornal Notícias

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