A decolagem de um Boeing 777 da Latam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na noite de 15 de fevereiro, foi interrompida após a deteção de superaquecimento num dos motores. Esta informação consta no relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão do Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), responsável por conduzir as investigações de ocorrências aeronáuticas.
De acordo com o relatório, durante a corrida de decolagem, a aeronave apresentou indicação de temperatura acima do limite no motor 2. Os procedimentos previstos foram executados e a decolagem foi abortada. A aeronave saiu da pista por meios próprios e foi posteriormente entregue à equipa de manutenção.
O avião, com capacidade para transportar aproximadamente 400 passageiros, interrompeu a decolagem por volta das 19h10. A manobra ocorreu após a aeronave já ter levantado o trem de aterragem de nariz do solo, uma situação considerada fora do comum na aviação.
O incidente envolveu o voo LA-8146, que partiu com atraso da capital paulista após o encerramento do aeroporto durante cerca de três horas devido à presença de vários drones que interromperam as operações.
A aeronave 777-300ER de matrícula PT-MUH, com destino a Lisboa, iniciou a corrida de decolagem pela pista 10L. Segundo informações da plataforma FlightRadar24, atingiu a velocidade de solo de 178 nós (330 km/h) antes de reduzir a velocidade.
O Boeing chegou a levantar o trem de aterragem, mas em seguida a aeronave inclinou para baixo, e o trem voltou a tocar na pista. Os reversores foram acionados posteriormente, e o avião parou próximo ao final da pista 28R.
A Latam afirmou que o procedimento foi efetuado com total segurança e corresponde ao protocolo previsto para este tipo de situação. A companhia aérea ofereceu assistência a todos os clientes, que foram desembarcados e realojados em hotéis e outros voos. A Latam reforçou que a segurança é prioridade em todas as suas operações.
A GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto, informou que a decolagem foi abortada em procedimento padrão de segurança. Conforme protocolo, a equipa de combate a incêndio da concessionária foi acionada. A aeronave deslocou-se por meios próprios até uma área segura, onde os procedimentos tiveram continuidade. Não houve feridos. O atendimento aos passageiros será realizado pela companhia aérea responsável pelo voo.
Fonte: Folha de S.Paulo



