Num discurso proferido esta segunda-feira, 23 de Fevereiro, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, dirigiu-se aos recém-promovidos oficiais generais e comissários das forças de defesa e segurança, exigindo-lhes a concepção e implementação de estratégias inovadoras. Esta exigência surge num contexto de crescentes desafios de segurança, tanto a nível interno como transnacional, que exigem respostas firmes e adaptadas.
A cerimónia, realizada no quartel-general das Forças Armadas, marcou a patenteação de 18 oficiais provenientes de diversas instituições: Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Polícia da República de Moçambique (PRM), Serviço Nacional de Migração (SENAMI) e Serviço Nacional de Salvação Pública (SERNAP). Entre os promovidos destaca-se Bernardo Nchokomala, que assume o cargo de comandante da Marinha de Guerra de Moçambique, substituindo Eugenio Muatuca.
Na sua intervenção, o chefe de Estado sublinhou o papel estratégico da Marinha na defesa da soberania, independência e integridade territorial do país. Chapo destacou a importância da protecção da extensa costa marítima e dos recursos marinhos, bem como a segurança das rotas de navegação. Simultaneamente, enfatizou a necessidade de combater ilícitos transnacionais, incluindo terrorismo, pirataria marítima, tráfico de pessoas, drogas e armas.
O Presidente recomendou à Marinha que cumpra a sua missão “com zelo e patriotismo”, liderando respostas eficazes aos actuais desafios de segurança. Esta abordagem visa contribuir para a estabilidade política, social e económica do país, reflectindo uma visão integrada da segurança nacional.
Aos oficiais da PRM, SENAMI e SERNAP, Chapo exigiu um combate cerrado à criminalidade, maior eficiência no controlo migratório e a humanização do sistema penitenciário. Estas exigências devem ser cumpridas no respeito pela Constituição da República, pela legalidade e pelos direitos humanos, indicando uma preocupação com o equilíbrio entre segurança e direitos fundamentais.
Esta promoção de quadros estratégicos ocorre num momento em que o Governo moçambicano tem reiterado a necessidade de reforçar as respostas institucionais aos desafios de segurança. A cerimónia simboliza um esforço de reforço institucional das forças de defesa e segurança, num contexto regional marcado por complexas ameaças transnacionais.
Fonte: Diarioeconomico Co Mz



