Há quatro anos, a 24 de fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma invasão militar em larga escala da Ucrânia, marcando o início do maior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Quatro anos depois, o conflito continua, com a Ucrânia a manter a sua resistência.
Francisco Cordeiro Araújo, especialista em direito internacional, referiu que esta data é simultaneamente trágica e motivo de orgulho para os ucranianos, por ter alterado a vida de milhões. A visão predominante, alinhada com o discurso do Presidente Volodymyr Zelensky, é a de que os objetivos iniciais do Presidente russo Vladimir Putin não foram alcançados.
Segundo Francisco Cordeiro Araújo, Putin não conseguiu uma tomada rápida da Ucrânia, viu a NATO expandir-se com a adesão de dois países próximos da Rússia, e alterou os argumentos para a invasão, inicialmente baseados na proteção de minorias, para referendos sobre a integração de territórios. O especialista afirmou que os objetivos expansionistas do Kremlin, que pareciam fáceis de alcançar, se transformaram num conflito prolongado que afeta a economia russa e a sua credibilidade internacional.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou numa mensagem vídeo que Putin não alcançou os seus objetivos, não quebrou o povo ucraniano e não venceu a guerra. Zelensky afirmou que a Ucrânia foi preservada e que continuará a trabalhar para alcançar uma paz forte, digna e duradoura.
Para assinalar o quarto aniversário da guerra, os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia deslocaram-se a Kiev. António Costa e Ursula von der Leyen participaram na cerimónia memorial oficial e visitaram uma infraestrutura energética danificada por ataques russos, antes de se reunirem com Zelensky. O Parlamento Europeu organizou uma sessão plenária extraordinária em Bruxelas para marcar a data.
Fonte: Sicnoticias Pt



