A Polícia Civil investiga o homicídio de Daiane Alves dos Santos, uma corretora de imóveis de 43 anos, ocorrido no subsolo do edifício onde residia. Segundo as autoridades, a vítima foi alvejada com dois disparos de arma de fogo, tendo o atestado de óbito indicado traumatismo cranioencefálico como causa da morte.
As investigações revelaram que a corretora gravava vídeos no momento do ataque, os quais foram fundamentais para estabelecer a dinâmica do crime. As imagens mostram o trajeto da vítima até ao momento do ataque, que terá sido interrompido pela agressão. A polícia aponta que o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, desligou o quadro de energia para que a vítima descesse ao subsolo, onde a aguardava.
O telemóvel da vítima foi encontrado 41 dias após o crime, descartado numa caixa de esgoto pelo principal suspeito. Daiane Alves dos Santos estava desaparecida há 40 dias quando os seus restos mortais foram localizados a 28 de janeiro, em avançado estado de decomposição, o que obrigou à extração de ADN através dos dentes.
Cléber Rosa de Oliveira foi detido sob suspeita de homicídio, enquanto o seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foi preso por alegadamente ter obstruído as investigações. O advogado do síndico confirmou que o seu cliente confessou às autoridades o uso de uma arma no crime, mas referiu que a defesa ainda não teve acesso a todos os documentos do processo.
As desavenças entre a vítima e o síndico terão começado quando Daiane Alves dos Santos se mudou para o edifício e assumiu a gestão de seis apartamentos familiares, anteriormente administrados pelo suspeito. A última imagem da corretora no elevador foi registada às 19h00 do dia 17 de dezembro, quando se dirigia ao subsolo para verificar uma interrupção de energia no seu apartamento. A polícia afirma que o crime ocorreu entre as 19h00 e as 19h08 desse dia.
Fonte: Folha de S.Paulo






