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Socióloga angolana lança obra sobre 50 anos de relações entre Estado e igrejas

A socióloga e docente angolana Maria de Fátima Viegas apresentou, em Luanda, a obra literária “Relações entre Estado e as igrejas em Angola (1975-2025)”. O livro, com 653 páginas e 17 capítulos, analisa a religião como instrumento que possibilita rupturas, inovações e mudanças socioculturais.

Entre os temas abordados na publicação incluem-se “Panorâmica do fenómeno religioso em Angola Independente”, “A religião e construção da paz em Angola”, “Presença da religião islâmica em Angola” e “Angola 50 anos, imigração e religião um diálogo transcultural”.

A obra examina o fenómeno religioso no país, o papel do Estado e da Igreja durante o período de conflito que Angola viveu, bem como a pacificação dos espíritos como elemento fundamental para a reconciliação nacional.

Segundo a autora, o livro resulta de experiências e pesquisas, sendo o seu lançamento integrado nas comemorações dos 50 anos da Independência de Angola, assinalados a 11 de novembro de 2025. Maria de Fátima Viegas afirmou que pretende suscitar nos jovens estudantes e investigadores sociais a necessidade de estudos aprofundados de carácter sociológico e antropológico sobre a religião, numa perspetiva social integrada não discriminatória.

A autora referiu que, ao longo dos 50 anos, as relações entre Estado e religião sofreram várias mudanças, classificadas em quatro fases. A primeira fase, após a independência, caracterizou-se pela ideologia marxista, que considerava a religião como o ópio do povo. As outras fases surgiram a partir dos anos 90, com melhorias nas relações entre Estado e religião.

Na ocasião, a ministra do Estado para a Área Social, Maria Bragança, declarou que esta obra ajudará a sociedade a conhecer, de forma profunda, como as duas entidades se articularam com o propósito de melhorar as relações humanas ao longo de 50 anos. A governante acrescentou que a publicação contribuirá para a aquisição de conhecimento dos jovens sobre a relação histórica entre o Estado e as religiões.

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Luanda, Dom António Bengue, sublinhou que, atualmente, existe um bom relacionamento entre o Estado e as igrejas, tendo em conta que o Governo angolano considera as religiões como uma parte social importante.

O líder fundador e representante legal da Igreja Eterna Santificada Unida de Angola, Victor David, considerou a obra como uma mais-valia entre o Estado e as religiões, que poderá enriquecer o mosaico cultural angolano.

Maria de Fátima Viegas é socióloga, professora universitária e investigadora reconhecida pelo seu contributo académico e institucional na análise das dinâmicas socioculturais e religiosas em Angola. Com uma carreira consolidada no ensino superior, lecionou no Instituto Superior de Ciências da Educação, na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto e na Universidade Católica de Angola, entre outras instituições.

É autora de obras de referência como “Angola e as Religiões”, “A Gestão da Doença no Espaço Sociocultural e Urbano de Luanda” e “Os Curandeiros Tradicionais e os Neotradicionais”. No plano institucional, exerceu funções como diretora-geral do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, diretora do Gabinete para Cidadania, Sociedade Civil do Comité Central do MPLA e secretária do Presidente da República para os Assuntos Sociais.

Fonte: Angola Press

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