Então, sabias que o Parque Nacional do Limpopo, lá em Moçambique, está fechado há mais de um mês? Tudo por causa das cheias brutais que aconteceram em janeiro e que afectaram mais de 700 mil pessoas. É mesmo uma situação complicada.
O administrador do parque, o Francisco Pariela, explicou que as chuvas intensas causaram estragos enormes nas estradas dentro da área de conservação. Há cortes tão profundos que nem dá para passar com carros, o que impossibilita a entrada de turistas. Ele disse mesmo: ‘Neste momento estamos completamente fechados ao tráfego turístico, tanto do lado do Kruger como do nosso lado’.
Mas há uma luz ao fundo do túnel! Eles estão a trabalhar com o Parque Nacional Kruger, na África do Sul, para ver se conseguem abrir a fronteira gradualmente. Enquanto isso, já começaram a limpar as estradas para permitir pelo menos a circulação básica de pessoas e bens. O objectivo é garantir condições mínimas de segurança antes de reabrirem.
Sabes o que é ainda mais impressionante? Este parque tem uma vida selvagem incrível! Segundo o último censo, há lá 792 elefantes, quase 6 mil búfalos, mais de 100 girafas, e muitos outros animais. É uma área protegida super importante, parte do Grande Parque Transfronteiriço do Limpopo.
As cheias não foram só um problema para o turismo. Destruíram mais de 450 mil hectares de culturas e mataram cerca de 430 mil cabeças de gado. Houve também 22 mortos e 45 feridos, o que piorou ainda mais a situação das comunidades locais.
E isto tudo tem um impacto económico sério. O turismo de natureza era visto como uma forma de diversificar a economia moçambicana, especialmente nas zonas fronteiriças. Com o parque fechado, perdem-se receitas e afecta-se toda uma cadeia de valor à volta.
Fonte: Diarioeconomico Co Mz



