O Governo de Moçambique esclareceu que a implementação de três turnos nas escolas secundárias, medida inicialmente proposta pelo Ministério da Educação e Cultura, não abrangerá todos os estabelecimentos de ensino do país. Segundo a ministra da Educação, Samaria Tovela, apenas 159 escolas secundárias, aproximadamente 4% do total nacional de 2819, adotarão este modelo a partir do ano lectivo de 2026.
A ministra explicou, numa declaração realizada na sexta-feira, 20 de setembro, que esta medida é específica e visa responder a contextos geográficos particulares. Na província de Maputo, a implementação justifica-se pela elevada pressão demográfica e pelo crescimento acelerado da população escolar. Em Cabo Delgado, o regime de três turnos é necessário para acomodar o fluxo de populações deslocadas, concentradas em certos distritos devido à situação de insegurança na região.
De acordo com Tovela, a estratégia tem como objectivo garantir que nenhum aluno com menos de 18 anos permaneça no ensino noturno. Ao concentrar estes alunos no período diurno, através da divisão em três blocos horários nas 159 escolas selecionadas, o Ministério pretende assegurar um ambiente de aprendizagem mais seguro e pedagogicamente eficaz.
A governante sublinhou ainda que, nas restantes províncias, a rede escolar manterá o seu funcionamento normal, uma vez que a capacidade instalada é suficiente para absorver a procura sem necessidade de recorrer a este regime excecional. Para o presente ano lectivo, Tovela apelou aos professores para se focarem na qualidade do processo de ensino e aprendizagem.
Fonte: Mznews Co Mz