A menos de uma semana do início do ano letivo de 2026, pelo menos 35 escolas nas regiões sul e central de Moçambique continuam a ser utilizadas como abrigos para vítimas de cheias. Vários estabelecimentos de ensino permanecem inacessíveis, especialmente na província de Gaza, impedindo centenas de crianças e professores de chegarem às instalações escolares.
O ano letivo de 2026 está programado para começar oficialmente na sexta-feira, 27 de fevereiro, na cidade da Beira, onde será inaugurada a maior escola primária do país. Esta nova infraestrutura conta com 46 salas de aula, com capacidade para 4.600 alunos em dois turnos, e irá acolher estudantes da antiga Escola Primária do Esturro, uma das instituições mais afetadas pelo Ciclone Idai.
Na sexta-feira, 20 de fevereiro, a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, garantiu que estão criadas as condições para o início das aulas e que decorrem trabalhos para realojar as pessoas que atualmente se encontram abrigadas em escolas. Para contornar o facto de alguns estabelecimentos permanecerem isolados, a ministra referiu que estão disponíveis tendas que poderão servir temporariamente como salas de aula, mencionando ainda a preparação de um programa especial como medida adicional.
Samaria Tovela considera a reconstrução das infraestruturas destruídas pelo mau tempo um dos principais desafios para o setor que supervisiona. As avaliações indicam que aproximadamente 1.610 escolas foram danificadas, das quais 376 ficaram completamente destruídas. Uma quantidade não especificada de manuais escolares também foi afetada, particularmente os utilizados no sistema de empréstimo para os 3.º ao 9.º anos.
Para colmatar esta lacuna, poderão ser utilizados os manuais de reserva de emergência. Relativamente às novas matrículas, Samaria Tovela especificou que, até ao momento, estão inscritos cerca de 1.320.232 alunos no primeiro ano, num total previsto de 1.623.000.
Fonte: Clubofmozambique Com



