O governo moçambicano não consegue financiar todos os projetos apresentados por jovens no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL). O porta-voz governamental, o ministro da Administração Estatal, Inocêncio Impissa, revelou que apenas 10% dos 230.000 projetos aprovados receberão financiamento do FDEL.
Impissa explicou que os desembolsos estão atrasados e que o governo enfrenta um défice orçamental. “O projeto está a ser implementado, mas a implementação não está a avançar à velocidade que gostaríamos”, afirmou.
Em novembro do ano passado, o ministro do Planeamento e Desenvolvimento, Salim Vala, informou à Assembleia da República que o governo tinha alocado 1,5 mil milhões de meticais (cerca de 23 milhões de dólares americanos, à taxa de câmbio atual) do Orçamento do Estado para 2026 ao FDEL.
Segundo Impissa, apesar do défice orçamental, alguns distritos das províncias de Inhambane, Nampula e Cabo Delgado já receberam fundos para implementar os projetos. O ministro não especificou os montantes envolvidos.
Os fundos do FDEL destinam-se a ser concedidos sob a forma de empréstimos, e não de subsídios. Os proponentes dos projetos aprovados terão de reembolsar o dinheiro com juros.
O FDEL é uma reedição de um projeto lançado há cerca de três décadas pelo então presidente Amando Guebuza, que envolvia a distribuição de sete milhões de meticais a cada distrito do país. Conhecido como “os sete milhões”, este esquema nunca foi auditado e não há registo de reembolsos.
O governo atual garante que o FDEL funcionará como um fundo rotativo e que os empréstimos serão reembolsados.
Fonte: Clubofmozambique Com
