O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou que decorrem negociações “sérias e justas” com a empresa de fundição de alumínio Mozal, que anunciou o encerramento das suas operações até março.
As declarações foram proferidas na quinta-feira, durante um encontro entre o Chefe de Estado e o corpo diplomático, por ocasião do Ano Novo. Na reunião, os diplomatas manifestaram confiança em Daniel Chapo e no seu Governo.
Sem especificar detalhes das negociações, o Presidente moçambicano garantiu que o processo decorre com foco na justiça social. “Estamos empenhados em encontrar soluções responsáveis e socialmente justas face à decisão anunciada pela Mozal de encerrar as suas operações em março”, declarou Chapo, citado pelo jornal “O País”.
“Este é um diálogo sério e contínuo, que tem em conta o impacto social em milhares de trabalhadores e famílias moçambicanas directa ou indirectamente ligados ao empreendedorismo em Moçambique desde a década de 1990”, acrescentou.
Entretanto, o processo de encerramento da Mozal já teve início, tendo os trabalhadores recebido cartas de término de contratos.
A Mozal decidiu terminar as suas operações em Moçambique devido à falta de acordo nas negociações para renovação do contrato de concessão de energia. A energia é fornecida pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa à empresa sul-africana Eskom, que por sua vez a canaliza para a Mozal.
Os novos termos implicam um reajuste no custo de energia, mas a empresa não concorda, alegando que o aumento prejudicará a tesouraria da multinacional, cujas acções são detidas em 63,7% pela South 32.
Fonte: Mznews Co Mz



