O Presidente moçambicano Daniel Chapo deslocou-se esta sexta-feira à província de Inhambane, no sul do país, para inspecionar os danos causados pelo ciclone tropical Gezani. Apesar de não ter tocado terra em Moçambique, o ciclone provocou ondas elevadas, ventos fortes e chuvas torrenciais, resultando em quatro vítimas mortais e afectando aproximadamente 9.000 pessoas.
Durante uma reunião do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), o Presidente comprometeu-se com a rápida reparação das infraestruturas danificadas, destacando-se o cais que assegura o transporte entre a cidade de Inhambane e Maxixe. Chapo apelou à colaboração entre os sectores público e privado e aos parceiros de cooperação para a recuperação dos estragos.
O Presidente elogiou a população de Inhambane pelo cumprimento das instruções governamentais emitidas durante a aproximação do ciclone, referindo que esta atitude contribuiu para evitar mais perdas de vidas. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para que não houvesse uma única morte”, afirmou Chapo, acrescentando que, apesar dos esforços, registaram-se quatro óbitos durante a passagem do Gezani.
A visita incluiu a avaliação dos danos no sector da educação, nomeadamente nas escolas Primária Josina Machel e Secundária Conguiana, onde os telhados foram arrancados, sem que se tenham verificado outros danos estruturais. Chapo considerou urgente a reparação dos telhados, uma vez que o ano lectivo de 2026 está previsto iniciar a 27 de Fevereiro, sublinhando a necessidade de as crianças utilizarem as salas de aula afectadas.
A restauração do cais foi identificada como uma prioridade fundamental, dado que entre 2.000 e 3.000 pessoas o utilizam diariamente para atravessar entre Inhambane e Maxixe. Estão em curso estudos sobre a forma de reflutuar a barca, com estimativas de que os trabalhos possam durar entre 10 a 15 dias.
Fonte: Clubofmozambique Com



