O ouro registou a terceira semana consecutiva de valorizações, encerrando em território positivo na sexta-feira, 20 de setembro. Esta tendência mantém-se, com o metal a beneficiar de incertezas no comércio internacional após uma decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América (EUA).
O tribunal invalidou tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump através de uma lei de emergência, o que levou a uma resposta imediata com aumentos das tarifas globais para 10% e posteriormente para 15%. Esta situação introduziu níveis elevados de incerteza nos mercados sobre a futura política comercial norte-americana.
Na segunda-feira, 23 de setembro, o ouro acelerou mais de 1,4%, reduzindo depois os ganhos para 0,49%, com cada onça a valer 5132,27 dólares. A incerteza comercial tem beneficiado o ouro, considerado um ativo-refúgio pelos investidores, e penalizado o dólar, tornando o metal mais acessível para investidores internacionais.
Os mercados estão a avaliar o impacto desta decisão nos acordos comerciais dos EUA com vários parceiros. A Comissão de Comércio Internacional da União Europeia anunciou a proposta de congelar a ratificação de um acordo até que os EUA forneçam mais detalhes sobre as novas tarifas de 15%. Uma delegação indiana cancelou planos de visita ao país, enquanto um membro do executivo japonês descreveu a situação como confusa.
Os ganhos recentes do ouro ajudam o metal a recuperar das perdas registadas no início de fevereiro, quando ultrapassou os 5600 dólares por onça. Estes avanços são impulsionados por tensões geopolíticas, principalmente entre os EUA e o Irão.
Vasu Menon, estratega da Oversea-Chinese Banking Corp, referiu à Bloomberg que existem fatores estruturais suficientes a favor do ouro a médio prazo. No entanto, espera-se que os preços do metal sejam voláteis a curto prazo, devido aos desenvolvimentos na política comercial dos EUA e à situação no Irão.
Fonte: Diarioeconomico Co Mz



