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Deputado do Chega nega acusações de pagamento de votos a membros do grupo 1143

O deputado do Chega, Rui Afonso, rejeitou as acusações de que terá comprado votos a membros do grupo 1143, classificando-as como um “verdadeiro disparate”. As alegações foram feitas por Tirso Fari, coordenador do núcleo de Santo Tirso da organização e antigo vice-presidente da concelhia do partido na mesma localidade.

Em declarações ao jornal Público, Tirso Fari afirmou que Rui Afonso “inscreveu dezenas de membros [do 1143] no partido, pagou-lhes meses de quotas e quantias para irem votar”. Segundo o mesmo, os valores envolvidos situar-se-iam entre 3.500 e 3.800 euros, acrescentando que “terão entrado mais de cem membros desse [o 1143] e de outros grupos”.

Rui Afonso respondeu às acusações em declarações à SIC, argumentando que não teria capacidade financeira para inscrever centenas de pessoas no partido. O deputado questionou: “Já viu o esforço financeiro? O dinheiro que eu tinha que ter para inscrever essas pessoas todas?”

O parlamentar exigiu provas ou testemunhos que sustentem as alegações, afirmando que o autor das acusações “não consegue arranjar uma pessoa para identificar, afinal, quem é que eu paguei as cotas? Quem é que eu inscrevi e a quem é que eu disse para ir votar? Não há nenhuma”.

Rui Afonso garantiu ter solicitado ao conselho de jurisdição nacional do Chega a abertura de “um processo de averiguações interno para verificar se efetivamente houve ou não a tal inscrição massiva de militantes e que eu paguei as cotas”, comprometendo-se a divulgar os resultados.

O caso surge no contexto de alegações de elementos do Grupo 1143 de que o deputado do Chega lhes terá solicitado serviços de guarda-costas.

Fonte: Sicnoticias Pt

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