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EEOC processa engarrafadora da Coca-Cola por evento de networking exclusivo para mulheres

A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC) dos Estados Unidos apresentou uma ação judicial contra a Coca-Cola Beverages Northeast, alegando discriminação de género. A agência federal acusa a empresa de violar leis de direitos civis ao organizar um evento de networking em 2024, no resort Mohegan Sun em Connecticut, exclusivamente para funcionárias, excluindo colaboradores masculinos.

Segundo a EEOC, o evento incluiu uma recepção, atividades de integração de equipa e recreativas, com cerca de 250 participantes. A empresa dispensou as funcionárias das suas funções laborais normais e pagou-lhes o salário habitual durante a participação. A ação judicial, que requer julgamento por júri, pede indemnizações compensatórias e punitivas para os funcionários homens afetados.

Peter Bennett, advogado representante da engarrafadora, defendeu que o evento cumpria integralmente a regulamentação da EEOC e aguarda com confiança a apresentação do caso em tribunal. A Coca-Cola, matriz da empresa, não é ré no processo.

Este caso ocorre num contexto de mudança de foco da EEOC, agência criada na década de 1960 para combater a discriminação. Sob a liderança de Andrea Lucas, nomeada durante a administração Trump, a comissão tem intensificado investigações sobre práticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) em empresas.

Em dezembro, Lucas publicou um vídeo incentivando homens brancos a apresentarem queixas por discriminação de sexo ou raça. Recentemente, a EEOC solicitou informações à Nike sobre alegações de discriminação contra trabalhadores brancos através dos seus programas de diversidade.

Jenny Yang, ex-presidente da EEOC durante o governo Obama, comentou que esta ação reflete uma reorientação fundamental das prioridades da agência, com implicações na alocação de recursos para casos de discriminação.

Documentos judiciais revelam que a EEOC informou a Coca-Cola Beverages Northeast, na última semana do governo Biden, sobre a existência de “causa razoável” para acreditar em violação da lei. A decisão de avançar para processo judicial, medida pouco comum para a agência, foi tomada durante a administração Trump.

Fonte: Folha de S.Paulo

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