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Estudo Revela Plano Secreto de Miguel Ângelo para Preservar Obras Antes da Morte

Um estudo recente demonstrou que Miguel Ângelo, o renomado artista renascentista, não destruiu o seu legado artístico antes da sua morte em 1564, como se acreditava durante séculos. Em vez disso, o artista concebeu um plano para salvaguardar esboços e esculturas, confiando-os a amigos e discípulos próximos.

A investigação, conduzida pela documentarista Valentina Salerno ao longo de mais de uma década, permitiu identificar pelo menos 20 obras que foram distribuídas segundo este esquema. O trabalho incluiu a consulta de arquivos italianos e estrangeiros, incluindo os do Estado e do Vaticano, utilizando técnicas empregues em criminologia.

Fontes do Vaticano confirmaram à agência Efe que o Comité Científico da Fabbrica di San Pietro está a examinar a hipótese apresentada por esta investigação. O estudo, intitulado “Miguel Ângelo nos seus últimos dias”, foi desenvolvido com o apoio dos Cónegos Regulares de Latrão e do escritor Michele Rak.

De acordo com a investigação, Miguel Ângelo, com 89 anos e consciente da sua morte iminente, organizou um plano para distribuir as suas obras entre os seus alunos, evitando que fossem herdadas por um sobrinho com quem não mantinha uma relação próxima. O artista terá escondido as peças num cubículo secreto na sua residência na Via Macel de’ Corvi, em Roma, para as proteger.

Após a morte do artista, o notário Francesco Tomassino encontrou apenas três estátuas e alguns esboços na casa, pois as restantes obras já tinham sido distribuídas. Entre as obras identificadas no estudo encontra-se o esboço do pé da Sibila Líbia, que foi vendido em Londres por mais de 27 milhões de dólares e atribuído a Miguel Ângelo após seis meses de investigação pela leiloeira Christie’s.

O Comité do Vaticano, composto por especialistas de instituições como a Universidade de Washington em St. Louis, o Museu Britânico, os Museus Vaticanos, a Academia de Belas Artes de Florença, a Fundação Buonarroti e a Basílica de São Pedro, continuará a analisar o projeto. A descoberta sugere uma reavaliação da biografia do artista, destacando a sua capacidade de planeamento estratégico nas relações pessoais.

Fonte: Sicnoticias Pt

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