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Farmacêuticas brasileiras negociam tecnologia indiana para produção de canetas emagrecedoras

As empresas farmacêuticas brasileiras Biomm e Amoveri acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova Deli, na Índia, para estabelecer acordos de transferência de tecnologia destinados à produção nacional de canetas emagrecedoras. A participação das companhias contou com o apoio do Ministério da Saúde.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, o Brasil necessita de dominar a tecnologia para posteriormente reduzir os preços destes medicamentos e torná-los acessíveis à população, dado o seu papel no tratamento de condições como diabetes e obesidade. Atualmente, no Brasil, uma caixa de Ozempic na dose inicial de 0,25 mg custa aproximadamente 1000 reais.

A Biomm assinou um acordo com a Biocon, enquanto a Amoveri Farma obterá a tecnologia da farmacêutica Syrus. Estas iniciativas ocorrem em antecipação ao fim da patente do Ozempic, previsto para março de 2026.

Em agosto do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um edital que prioriza empresas com pedidos de registo da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, e da liraglutida, princípio ativo do Saxenda. O principal objectivo é estabilizar o fornecimento no mercado brasileiro, após a agência ter identificado instabilidade na oferta destes fármacos. O edital responde igualmente a uma solicitação do Ministério da Saúde, que sublinhou a necessidade de internalização da tecnologia para fabricação nacional.

As medidas do ministério relativamente às canetas emagrecedoras alinham-se com um debate liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o papel destes medicamentos no combate à obesidade, através da redução de preços e do estímulo à produção para ampliar o acesso. Em dezembro de 2025, a OMS publicou directrizes sobre fármacos do tipo GLP-1, a tecnologia por trás das canetas, recomendando o seu uso como parte de uma abordagem que inclui dieta saudável, actividade física e acompanhamento profissional. O documento enfatiza ainda a importância do acesso equitativo às terapias e da preparação dos sistemas de saúde para a sua utilização.

Fonte: Folha de S.Paulo

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