A curgete tornou-se um símbolo preocupante da inflação alimentar em Portugal, registando uma subida de 71% desde o início de 2026. Segundo dados da Deco Proteste, o preço deste produto aumentou 1,34 euros por quilo, passando a integrar um cabaz alimentar que atinge agora os 253 euros – um dos valores mais elevados dos últimos quatro anos.
Esta escalada de preços não se limita à curgete. Na última semana, observaram-se aumentos significativos no carapau, na cebola e nos cereais integrais, indicando uma pressão inflacionária generalizada no setor alimentar. Analisando um horizonte temporal mais alargado, os últimos quatro anos revelam que produtos como a carne de novilho, os ovos e o café moído foram os que mais encareceram, sugerindo padrões estruturais na evolução dos preços.
O contexto económico atual, marcado por fatores como as alterações climáticas que afetam a produção agrícola, custos energéticos elevados e tensões nas cadeias de abastecimento, ajuda a explicar esta tendência. Apesar de uma ligeira descida na última semana, o aumento acumulado do cabaz alimentar desde janeiro ultrapassa os 11 euros, pressionando o poder de compra das famílias portuguesas.
Esta análise baseia-se no programa Economia Expresso da SIC Notícias, que diariamente monitoriza indicadores económicos cruciais para compreender o impacto real da inflação na economia portuguesa.
Fonte: Sicnoticias Pt






