A Associação dos Profissionais da Guarda (APG) manifestou surpresa com a nomeação de Luís Neves como ministro da Administração Interna, ocorrida este sábado. O presidente da APG/GNR, César Nogueira, declarou à Lusa que a designação do diretor da Polícia Judiciária para o cargo poderá gerar tensões entre as principais forças de segurança devido a questões remuneratórias, nomeadamente o subsídio de risco, que é superior para os inspetores da PJ.
César Nogueira referiu que não se trata de uma crítica pessoal a Luís Neves, mas de um sentimento existente entre alguns profissionais. A APG apelou a alterações estruturais no programa do Governo, particularmente no estatuto remuneratório, considerando a mudança urgente. O representante alertou que, sem modificações, os militares poderão avançar com ações de protesto.
O presidente da associação reconheceu as competências de Luís Neves, expressando esperança de que o novo ministro possa implementar as necessárias alterações na pasta. Manifestou ainda disponibilidade para colaborar, mas advertiu que, caso contrário, a APG procederá com ações de protesto.
A nomeação foi proposta pelo primeiro-ministro e aceite pelo Presidente da República, com a posse agendada para a próxima segunda-feira no Palácio de Belém.
Fonte: Sicnoticias Pt



