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Trump promete desclassificar documentos sobre extraterrestres após insinuações de Obama

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Trump promete desclassificar documentos sobre extraterrestres após insinuações de Obama

Num contexto político turbulento, caracterizado pela prisão do ex-príncipe Andrew devido a novos arquivos relacionados com Jeffrey Epstein e pela decisão da Suprema Corte que declarou ilegais as tarifas impostas pelo governo, o presidente norte-americano Donald Trump procurou desviar a atenção para um tema de natureza mais especulativa. Através das redes sociais, o líder republicano anunciou que, em resposta ao “grande interesse do público”, solicitará ao Departamento de Defesa a divulgação de documentos relativos à existência de vida extraterrestre, comprometendo-se a tornar pública toda a informação “conectada a este assunto de alta complexidade, mas extremamente interessante e importante”.

Esta declaração surge numa semana em que o tema dos extraterrestres voltou a ganhar relevância em Washington, impulsionado por comentários do ex-presidente Barack Obama. Numa entrevista recente, Obama afirmou acreditar na existência de vida fora da Terra, embora tenha sublinhado nunca ter visto extraterrestres. Com um tom irónico, referiu-se à Área 51, uma região do deserto de Nevada que há décadas alimenta teorias da conspiração sobre OVNIs e supostas autópsias de alienígenas, afirmando: “Eles não estão a ser mantidos na Área 51. Não existe nenhuma instalação subterrânea — a menos que haja uma enorme conspiração e eles a tenham escondido do presidente dos Estados Unidos”.

As observações de Obama levaram a que outros membros do governo Trump fossem questionados sobre o assunto. Durante uma conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi interrogada sobre se a administração acredita na existência de alienígenas. Respondeu com descontração: “Falar sobre alienígenas seria novidade para mim, mas parece-me muito interessante. Vou ter de verificar com a nossa equipa. Mas tenho um interesse particular neste assunto, imagino que para todos nesta sala e, aparentemente, o ex-presidente Barack Obama também”, prometendo atualizar a imprensa posteriormente.

Na noite de quinta-feira, a bordo do Air Force One, o presidente Trump foi questionado sobre as declarações de Obama, criticando-o publicamente. Afirmou: “Ele deu informações confidenciais e não devia ter feito isso. Não sei se são reais ou não, mas ele cometeu um grande erro. Não tenho opinião sobre isso, mas muitas pessoas acreditam”. Pouco depois, anunciou a intenção de divulgar documentos relacionados com o tema, numa aparente tentativa de capitalizar o interesse gerado e possivelmente desviar o foco das notícias negativas que dominavam a agenda política da semana.

Fonte: Folha de S.Paulo

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