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A Cozinha Caipira Está na Moda em São Paulo: Descobre Porquê

Sabias que há restaurantes em São Paulo a servir formigas fritas? Pois é, parece estranho, mas no século XIX as tanajuras (formigas grandes) eram uma iguaria popular vendida na rua, até à elite as comia. Com o tempo, isso ficou visto como coisa de caipira, e o hábito quase desapareceu. Mas agora está de volta, e com força!

No Boteco do 28, no centro da cidade, podes petiscar formigas crocantes a R$12, acompanhadas de uma dose de cachaça. O dono, Cassio Pardini, diz que algumas pessoas têm medo de provar, mas muitas pedem por curiosidade, e as crianças adoram! Nas mesas, até têm jogos americanos que contam a história desta receita caipira.

Outro sítio que abraça esta onda é o Sardosa, na Vila Leopoldina. Lá, os sócios falam com aquele sotaque interiorano típico e servem pratos como arroz com suã (um corte de porco perto da espinha) a R$54. Como não se encontra em açougues da cidade, eles explicam o prato aos clientes, e até têm a sua própria cachaça artesanal, a Sardosíssima.

E não é só isso! Há também o lobozó, uma espécie de farofa molhadinha com milho, carnes e vegetais, que deu nome ao restaurante Lôbozó, na Vila Madalena. O chef Gustavo Rodrigues, que nasceu numa zona rural de São Paulo, acha que há um movimento organizado por trás desta nostalgia caipira: “As pessoas que gostam deste tema uniram-se, e o assunto ficou na moda”, diz ele.

Na verdade, a cozinha caipira já está há anos em restaurantes como o Tordesilhas e o Jiquitaia, mas eram sempre classificados como “cozinha brasileira”, um termo muito geral. O que mudou? O orgulho caipira, impulsionado por chefs como Jefferson Rueda. Quando ele chegou a São Paulo em 1997, disseram-lhe para esconder o sotaque, mas ele recusou-se. Em vez disso, criou pratos como o “codiguim” (um embutido artesanal) e abriu o A Casa do Porco, um restaurante assumidamente caipira que já ganhou prémios.

Rueda conta que a ideia surgiu depois do sucesso do seu porco assado inteiro num evento em 2013: “Vi que havia espaço para um restaurante caipira, as pessoas estavam à espera disso. Que bom que o mundo está a reconhecer que ser caipira é uma evolução!”. Agora, até em salões elegantes, como o Terraço Jardins, já se encontram estas influências. Parece que a gastronomia caipira finalmente conquistou a cidade grande, e com orgulho!

Fonte: Valor Econômico

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