A Comissão Nacional de Proteção Civil realizou uma reunião cinco dias após a passagem da tempestade Kristin, que afetou vários concelhos portugueses na noite de 27 para 28 de janeiro. Esta informação foi confirmada pelo primeiro-ministro Luís Montenegro durante o debate quinzenal na Assembleia da República.
André Ventura, presidente do Chega, criticou a atuação do Governo, referindo-se a “uma absoluta incompetência” por a comissão ter sido convocada com esse intervalo temporal. José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, também questionou o motivo do atraso na convocatória da comissão e na determinação do Plano de Emergência e de Proteção Civil.
Em resposta, o primeiro-ministro afirmou que a Comissão de Coordenação Operacional esteve em funcionamento contínuo desde 27 de janeiro, reunindo-se 24 horas por dia. Esta comissão inclui oficiais de ligação de todas as entidades e agentes da Proteção Civil.
A tempestade Kristin causou danos significativos, particularmente no concelho de Leiria. No dia 28 de janeiro, o Governo rejeitou a declaração imediata de situação de calamidade para Leiria, optando pela mobilização de dois secretários de Estado para a região.
A reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil ocorreu em 1 de fevereiro, presidida pela então ministra da Administração Interna. Na ocasião, foi aprovado o Plano Nacional de Emergência e Proteção Civil, justificado pela aproximação de uma nova tempestade, denominada Leonardo, e pelo aumento do risco de cheias.
Fonte: Sicnoticias Pt



