Então, imagina isto: o Banco Central ainda está metido em processos judiciais por causa da liquidação de dois bancos que aconteceu há imenso tempo! Um deles foi há 50 anos e o outro há 20. O presidente do BC, Galípolo, até comentou que estão a responder por estas situações, com alegações de que as liquidações não deviam ter acontecido ou foram mal feitas.
Os casos são públicos e envolvem o Banco Ipiranga, que foi intervencionado em 1974 e liquidado em 1976, e o Banco Cruzeiro do Sul, que passou pelo mesmo em 2012. O do Ipiranga começou em 1990, com os antigos donos a pedirem indemnização ao BC por danos da intervenção. Este processo já deu muitas voltas nos tribunais, incluindo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e em 2008 o BC foi condenado a pagar, mas o valor ainda não está definido. Em 2020, até houve uma perícia que disse que a liquidação valia zero, mas essa decisão foi anulada em 2022.
Já o caso do Cruzeiro do Sul começou no tribunal de São Paulo e fala de prejuízos durante a administração temporária pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O banco foi intervencionado em 2012 por fraudes, ficou três meses com o FGC, e depois foi liquidado. Em 2023, o STJ decidiu que o BC tem de ser réu neste processo também, porque aprovou os atos do FGC. Agora, o caso está na Justiça Federal e ainda não há sentença.
Resumindo, são dois processos antigos que mostram como estas coisas podem arrastar-se durante anos, com o BC no meio de tudo.
Fonte: Valor Econômico



