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Moçambique Lança Concurso para Expandir Cobertura de Banda Larga Rural com Financiamento do Banco Mundial

O Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique deu um passo significativo na redução do fosso digital ao publicar, a 25 de fevereiro de 2026, um anúncio de concurso público para a aquisição de investimentos em infraestruturas de telecomunicações. O objetivo central desta iniciativa é expandir a cobertura de banda larga em áreas rurais do país, um desafio estrutural que tem limitado o acesso a serviços digitais essenciais para uma parte considerável da população.

Analisando o contexto, este concurso insere-se no âmbito do “Projeto de Aceleração Digital de Moçambique” (P176459), um programa de maior envergadura que visa modernizar as comunicações nacionais. A dimensão financeira do projeto é substancial, sendo financiado pelo Banco Mundial (BM), o que sublinha a sua importância estratégica tanto para o desenvolvimento interno de Moçambique como para a agenda de inclusão digital apoiada por instituições financeiras internacionais. O valor específico do concurso, no entanto, não é divulgado publicamente, exigindo consulta do documento oficial (Referência: 120/MDAP/NCS-INCM/2025).

O processo competitivo está estruturado como um convite à apresentação de propostas (Número de Aviso: OP00419804), com um prazo apertado para submissões, que termina a 17 de março de 2026, às 10h30. Este calendário sugere uma intenção de avançar rapidamente com a implementação, possivelmente para capitalizar financiamentos existentes ou responder a pressões sociais por maior conectividade. A focalização em torres de telecomunicações indica uma abordagem de infraestrutura física, crucial para superar barreiras geográficas e de densidade populacional típicas das zonas rurais.

Interpretando as implicações, esta iniciativa pode representar um ponto de viragem para a economia digital moçambicana. A expansão da banda larga rural não só facilita o acesso à internet para educação, saúde e comércio, como também pode impulsionar a inovação local e atrair investimentos para regiões menos desenvolvidas. Contudo, o sucesso dependerá da eficácia da execução, da transparência no concurso e da sustentabilidade a longo prazo das redes a instalar. O envolvimento do Banco Mundial acrescenta uma camada de supervisão e credibilidade, mas também coloca expectativas elevadas em termos de resultados mensuráveis na redução da exclusão digital.

Fonte: Diarioeconomico Co Mz

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