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Greve na Argentina contra reforma de Milei causa caos nos voos para o Brasil

Então, imagina isto: uma greve geral de 24 horas na Argentina, convocada pelos sindicatos para protestar contra a reforma trabalhista do presidente Javier Milei, paralisou os principais aeroportos do país. E o resultado? Um monte de voos entre Buenos Aires e o Brasil foram cancelados ou reprogramados.

No Aeroporto de São Paulo, em Guarulhos, pelo menos 21 voos com origem ou destino à Argentina foram cancelados esta manhã, incluindo partidas e chegadas de Buenos Aires e Mendoza. As companhias afetadas incluem Aerolíneas Argentinas, Gol, Latam, e até voos internacionais da Delta e Air France.

E não é só em São Paulo: aeroportos como o Galeão no Rio, Afonso Pena em Curitiba, e Salgado Filho em Porto Alegre também reportam cancelamentos. A Latam disse que ajustou a operação porque os sindicatos da Intercargo, que lidam com serviços de pista nos aeroportos argentinos, aderiram à greve. Eles avisam que alguns voos podem ter mudanças de horário em vez de cancelamento total.

Para os passageiros afetados, há opções: podem remarcar sem custo para outro dia dentro de um ano ou pedir reembolso total. A Gol foi direta: a greve vai parar todas as operações nas principais cidades argentinas, como Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, e oferece as mesmas alternativas.

A Aerolíneas Argentinas cancelou 255 voos porque pilotos, funcionários aeronáuticos e até trabalhadores petroleiros que abastecem aviões aderiram à greve. Isso afeta 31 mil passageiros e custa à empresa cerca de 3 milhões de dólares. Eles ainda vão descontar o salário dos funcionários que participarem da greve e estão a tentar minimizar os transtornos com reprogramações.

Os sindicatos, liderados pela CGT, estão a pressionar os deputados para rejeitar ou mudar a reforma, que foi aprovada no Senado na semana passada e está a ser discutida agora. O projeto reduz indemnizações, permite pagamentos em bens e serviços, estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito de greve. Os sindicatos dizem que é um retrocesso que precariza o trabalho e corta direitos conquistados ao longo de décadas.

Fonte: Folha de S.Paulo

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