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Grindr Implementa Verificação de Idade Obrigatória para Utilizadores no Brasil

O Grindr, aplicativo de encontros LGBTQIA+ mais utilizado a nível global, iniciou esta sexta-feira, 20 de dezembro, a exigência de verificação de idade para utilizadores no Brasil, um dos seus dez maiores mercados.

A plataforma informou que esta medida visa adequar o serviço ao Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, em vigor no país desde março. A empresa declarou que o Grindr é uma plataforma exclusiva para maiores de 18 anos, comprometida com a segurança e privacidade dos utilizadores, justificando assim a implementação do novo processo de verificação de idade no Brasil.

Os utilizadores registados começaram a receber avisos sobre esta nova exigência na quinta-feira, 19 de dezembro. A verificação é realizada uma única vez e aplica-se a qualquer pessoa que utilize a plataforma em território brasileiro, incluindo visitantes estrangeiros. Enquanto o processo não for concluído, o perfil permanece bloqueado.

O Grindr utiliza tecnologia de verificação biométrica da empresa FaceTec, mantendo de forma independente todo o controlo e processamento dos dados. A empresa afirmou que as informações fornecidas são usadas exclusivamente para verificação de idade, garantindo que o acesso à plataforma seja restrito a adultos, e que continua a avaliar as melhores práticas para assegurar um espaço seguro para conexões entre adultos.

No Brasil, a plataforma registou quase 10 milhões de downloads em 2025. Nesse mesmo ano, o Ministério Público Federal instaurou um procedimento administrativo para apurar se aplicativos de relacionamento voltados para o público LGBTQIA+ adotam medidas eficazes para garantir a segurança dos utilizadores.

A investigação foi motivada pela divulgação de diversos crimes relacionados com este público, incluindo roubos, extorsões, lesões corporais e homicídios, ocorridos no Distrito Federal e em cidades como Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. Conforme o procurador da República Lucas Costa Almeida Dias, a prática de crimes através de aplicativos de relacionamento já constitui uma questão notória de segurança pública, sendo que, no caso de utilizadores LGBT+, a vulnerabilidade inerente à sua orientação sexual pode motivar a execução de condutas agravadas, movidas por preconceito e ódio.

Fonte: Folha de S.Paulo

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