Olha só, o mercado de trabalho no Brasil está a aquecer, mas há um problema: falta mão de obra qualificada! O João Carlos Chachamovitz, CEO da Radix, uma empresa brasileira de tecnologia, partilhou algumas ideias interessantes sobre como contornar esta situação.
A Radix ajuda empresas a digitalizarem-se usando inteligência artificial, e quase metade dos seus clientes está no estrangeiro. Mas sabes o que é curioso? Quase todos os funcionários são brasileiros!
O João acredita que, em vez de procurar pessoas já prontas, as empresas devem investir na formação interna. Para ele, as habilidades comportamentais são mais importantes do que a formação técnica, porque esta pode ser ensinada. Coisas como pensamento crítico, comunicação e capacidade de trabalhar em equipa fazem toda a diferença.
“Na Radix, até damos cursos de filosofia para as pessoas pensarem fora da caixa”, disse ele. Com a IA a evoluir tão rapidamente, ninguém sabe exatamente como será o futuro, por isso é essencial adaptar-se.
Mesmo com clientes em 40 países, a Radix mantém a maioria dos seus funcionários no Brasil. O João explica que o perfil do profissional brasileiro é vantajoso: são multidisciplinares e adaptam-se bem a diferentes projetos.
“Não queremos ser apenas a mão de obra mais barata”, afirmou. “Queremos que nos contratem porque a nossa tecnologia é de topo.”
No fundo, o profissional do futuro tem de ser protagonista do seu próprio desenvolvimento, aprendendo e adaptando-se constantemente. Muitos projetos de IA falham porque não mostram o seu valor real – é preciso ir além da técnica.
**Sobre o João Carlos Chachamovitz:**
Tem 60 anos, é do Rio de Janeiro, formou-se em Engenharia Química no Instituto Militar de Engenharia, fez MBA na Babson College e mestrado na UFRJ. Tem experiência em engenharia, tecnologia e desenvolvimento de negócios.
Fonte: Folha de S.Paulo






