O Governo aprovou as linhas gerais do Plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), destinado a responder aos prejuízos causados pela tempestade recente. No entanto, o executivo optou por não definir ainda o valor financeiro do plano, uma decisão que gerou reações críticas da oposição.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou prudente a abordagem do Governo, afirmando que é preferível começar pelas bases do edifício em vez de pelo telhado. Por outro lado, os partidos da oposição manifestaram-se insatisfeitos com o anúncio feito pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.
José Luís Carneiro, líder do Partido Socialista, classificou o plano como um conjunto de intenções, defendendo que o Governo deveria ter um plano de ação concreto para os municípios ainda fora da declaração de calamidade. André Ventura, do Chega, expressou expectativa por uma comunicação clara e materializável, considerando que o primeiro-ministro optou pelo contrário.
Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal, criticou a persistência de anúncios sem consequências práticas nos últimos dois anos. Rui Tavares, do Livre, afirmou que o Governo continua a improvisar e a correr atrás do prejuízo.
Paula Santos, do PCP, caracterizou o anúncio como uma mão cheia de nada, enquanto José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, defendeu a necessidade de envolvimento de grandes empresas e concessionárias. Inês Sousa Real, do PAN, questionou se o orçamento do Estado será suficiente para responder às necessidades do país.
O Governo anunciou que irá iniciar uma auscultação nacional alargada nos próximos dias, com reuniões previstas com o Presidente da República, o chefe de Estado eleito, partidos políticos, governos regionais, autarquias, parceiros sociais, academia, empresas e sociedade civil.
Estão planeadas reformas consideradas imprescindíveis pelo executivo, incluindo a da Proteção Civil, que avançará após a época de incêndios, e a do INEM, que poderá ser implementada antes do verão.
Fonte: Sicnoticias Pt






